6 de abril Domingo
Um Homem de Oração
Daniel [...] foi para casa e, como de costume, se ajoelhou para orar, no seu quarto. [...] Ali, Daniel orava de joelhos, três vezes por dia, dando graças ao seu Deus. Daniel 6:10, BV
Em minha infância, em casa, orávamos ao levantar, agradecendo o cuidado de Deus durante a noite e pedíamos proteção para o dia. À noite, agradecíamos a proteção do dia e pedíamos que Deus nos guardasse enquanto dormíamos. De manhã e à noite, nos cultos em família, estudávamos a lição dos adultos sem falhar um só dia.
É um bom exemplo para nós o de Daniel que orava três vezes ao dia. Entendo que ele orava mais que isso, mas essas três orações eram especiais e com fins específicos. Essas, ele as fazia em voz alta.
Com toda certeza, Daniel mantinha íntima comunhão com Deus através da oração silenciosa e mental, e da meditação. Além do mais, como primeiro ministro do maior império mundial da época, a Medo-Pérsia, ele precisava muito da orientação divina para desempenhar os negócios do reino com dignidade.
Hoje também há homens e mulheres que nos dão exemplo de uma vida de constante oração e comunhão com Deus. Isso, porém, não significa que o cristão deve "estar sempre de joelhos dobrados em oração, mas que seus pensamentos e desejos podem ser de contínuo elevados ao Céu", como nos sugere Ellen G. White.
O pastor Hermínio Sarli era um desses homens de oração. Certa ocasião, quando meu esposo era pastor em Bauru, interior de São Paulo, fomos visitar os meus sogros no sítio, próximo da cidade de Pederneiras. Naqueles poucos dias, aprendi novas coisas sobre a oração.
Todas as manhãs, ainda bem cedo, ele pegava uma vassoura e varria a sala. Não porque estivesse suja, mas era uma atitude de respeito, pois ali, logo mais, iríamos realizar o culto matutino.
Nessa ocasião, ele resolveu aproveitar esse período de férias para construir um pequeno cômodo nos fundos da casa para guardar ferramentas e outras utilidades. Era comum, em alguns momentos, ele descer do andaime, entrar em casa e convidar a família para "buscar a face do Senhor", como costumava dizer. Todos nos ajoelhávamos e ele orava... Orava pelos filhos no colégio, pelos que estavam colportando e trabalhando na igreja, pelos colportores e pela igreja em geral. A seguir voltava ao trabalho. Isso era rotina em sua vida. Ele buscava ao Senhor, em todo o tempo! – EGS
REFLEXÃO: "Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda" (1Tm 2:8, ARC).