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26 de abril Sábado

Sifrá e Puá

Faraó, o rei do Egito, deu ordens às parteiras hebréias. Eram duas, e se chamavam Sifrá e Puá. Mandou que elas matassem todos os meninos hebreus, assim que nascessem. Êxodo 1:15, 16, BV

Lendo de maneira superficial, esse relato parece não ter nada de mais importante. Entretanto, se cavarmos fundo em busca do tesouro, encontraremos os verdadeiros objetivos que estão por trás dele.

Cerca de 1.500 anos a.C., duas mulheres receberam licença para matar em nome da lei e da soberania da nação. Devido ao crescimento cada vez maior da população israelita, o rei e o povo temiam que, em caso de guerra, os descendentes de Israel se unissem com os inimigos do Egito. Assim, Faraó deu a elas poderes absolutos para, em nome da lei, matar todos os meninos hebreus que nascessem dali em diante, e que deixassem viver apenas as meninas (v. 16).

"Antes da forca e da guilhotina", na França; "da cadeira elétrica e das injeções letais", nos Estados Unidos; "dos fuzilamentos", nos paredões de Cuba; e dos assassinatos de Hitler, na Alemanha nazista; Sifrá e Puá receberam autoridade para matar em nome da lei (Adaptado de Jorge de Barros).

No caso dessas duas mulheres que tiveram carta branca para eliminar os meninos hebreus que nascessem em suas mãos, pois eram parteiras, havia algo mais abarcante e transcendental. Satanás queria atingir o Filho de Deus, o Messias que viria da descendência de Israel. "Satanás foi o instigador disto. Sabia que um libertador deveria levantar-se entre os israelitas; e, levando o rei a destruir seus filhos, esperava frustrar o propósito divino" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 242).

Séculos mais tarde, Satanás fez coisa semelhante, tentando novamente frustrar os planos de Deus, quando, em nome da preservação do seu reino, instigou Herodes a matar todos os meninos de dois anos para baixo, tendo como objetivo atingir o menino Jesus, o Filho de Deus.

Em reconhecimento à heróica decisão de Sifrá e Puá, a Bíblia imortalizou seus nomes como exemplo para as gerações futuras, ao colaborar com Deus na preservação dos Seus planos para a redenção da humanidade.

Hoje, o Faraó que deu aquela ordem de genocídio não passa de uma múmia esquelética, sepultado sob toneladas de pedras ou guardado em algum museu, mas os nomes de Sifrá e Puá estão registrados nos livros do Céu. Um dia, pela graça de Deus, as conheceremos!

REFLEXÃO: "As parteiras, porém, temeram a Deus, e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera; antes, conservavam os meninos com vida" (Êx 1:17, ARC).