12 de agosto Terça-feira
O Milagre do Arroz
Assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 1 Reis 17:14
Ouvi do irmão Pedro Ananias de Oliveira esta história de fidelidade no dízimo. O irmão “A” era um lavrador recém-convertido ao evangelho, enquanto a esposa continuava descrente. Para melhor poder atender às necessidades básicas de sua numerosa família, resolveu mudar-se para uma fazenda no município de Ituverava, interior do estado de São Paulo. Aconteceu que os demais colonos e meieiros que conheciam bem a fazenda escolheram as melhores terras, deixando para o irmão “A” as da pior qualidade. Ele ficou preocupado.
Sua família consumia oito sacas de arroz por ano, e ele não via boas perspectivas para o futuro. A esposa sempre o recriminava por ele ter mudado de religião, colocando nessa mudança a culpa de tudo o que de mau estava acontecendo na vida deles.
Chegou o tempo da colheita. Resultado: nove sacas de arroz, mas quatro sacas e meia eram do patrão. Com as restantes, quatro sacas e meia, eles teriam mantimento apenas para os seis primeiros meses.
Agora, outra prova! E o dízimo? Seria justo devolver o dízimo quando o que tinham colhido não era suficiente nem para o sustento dele e da família? E você, o que faria?
A esposa lhe dizia: “Você fica dando o dízimo para esses pastores enquanto nós e nossos filhos vamos morrer de fome.” No entanto, o irmão “A” não pensava assim. Ele amava o Deus que acabara de conhecer e nEle confiava. Ele respondia: “Jesus proverá.” O irmão “A” foi fiel e Deus recompensou a fidelidade dele. Ainda que acossado pela pobreza e o alimento escasso e insuficiente para o ano, ele não vacilou.
Sabem o que aconteceu? Mesmo tirando a porção diária de arroz para as refeições da família, à medida que o tempo ia passando, perceberam que o arroz não se acabava. Comentando o milagre, o irmão “A” dizia que tinha certeza de que, quando a esposa tirava uma medida de arroz, o anjo de Deus colocava outra. Não lhes faltou arroz durante todo aquele ano. Só quando a nova safra de arroz estava para chegar, aquele arroz foi-se acabando.
Foi uma prova de fidelidade! Não são decepcionados os que, em tempos de privação, demonstram confiança nas promessas de Deus. – EGS
REFLEXÃO: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37:25).