27 de agosto Quarta-feira
A Mesa com os Pães da Proposição
Porás sobre a mesa os pães da proposição diante de Mim perpetuamente. Êxodo 25:30
O tabernáculo era composto de dois ambientes: o ambiente santo e o ambiente santíssimo, ambos separados por uma cortina ricamente bordada e decorada com figuras de querubins, “obra de artista”.
Vamos passar juntos, você e eu, a soleira do edifício sagrado e entrar no primeiro ambiente, o lugar santo. Logo, à nossa direita, está a mesa com os pães da proposição; à esquerda, vemos o castiçal com sete lâmpadas e, à nossa frente, junto às cortinas que separam o lugar santo do lugar santo dos santos, está o altar do incenso.
Hoje, vamos nos deter apenas diante da mesa dos pães da proposição, ricamente coberta de ouro puríssimo, e participar desse banquete espiritual.
Sobre a mesa estão os doze pães da proposição, isto é, da Presença, dispostos em duas fileiras de seis pães cada. Da Presença, porque estavam sempre presentes diante da face do Senhor, como uma oferta permanente. Pela fé, conhecemos muito bem esse emblema: “Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu”, disse Jesus. Além do mais, eram uma lembrança constante de que dependemos de Deus, como provisão tanto para o pão material como para o pão espiritual.
O pão é formado do grão de trigo que é moído, transformado em farinha, amassado, cozido e, depois, triturado por nós quando nos alimentamos dele. Assim, também Jesus. “Ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades” (Is 53:5). O pesado fardo de nossas culpas O conduziu ao túmulo. Ele foi o Pão oferecido por Deus, como o alimento espiritual perfeito e salutar para saciar a fome de pessoas famintas.
Nenhum grão podre, nenhuma impureza deveria macular esse Pão. Não vemos aqui uma representação da humanidade de Cristo sem pecado?
Os doze pães representavam as doze tribos de Israel. As doze tribos eram uma imagem alusiva à igreja de Deus em todos os tempos. Como filhos da fé, temos também o privilégio de participar desses pães que representam Jesus, o Pão da Vida.
Não importa qual seja nossa necessidade, nossa miséria, nossa culpa, o defeito de nosso caráter e a feiúra de nosso pecado, voltemo-nos para a mesa dos pães da Presença, pois Cristo ali está para nos representar perante o Pai e interceder por nós.
REFLEXÃO: “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim, jamais terá fome” (Jo 6:35).