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31 de agosto Domingo

O Pátio do Tabernáculo

Farás também o pátio do tabernáculo. Êxodo 27:9, ARC

A tenda sagrada era montada dentro de um pátio espaçoso e descoberto, circundado de cortinas do melhor material e de rico feitio.
Logo após a entrada para esse recinto externo, estava o altar dos holocaustos feito em madeira de acácia e todo recoberto com cobre. Nesse altar ardia um fogo sem interrupção, “continuamente; não se apagará”, diz a Bíblia. Um sangue perpétuo era derramado, porque ali se ofereciam sacrifícios perpétuos “feitos com fogo ao Senhor”.

De manhã, ao meio dia e à tarde, podiam ser vistas chamas subindo no meio de turbilhões de fumaça. Todo o ritual simbólico do Plano da Redenção tinha início nesse altar. O pecador comparecia trazendo a vítima para ser imolada. Tudo começava com tristeza, lágrimas, confissão e, finalmente, com o sofrimento e a morte de um ser inocente que apontava para o “Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo”. Tudo era muito solene.

Por ventura, nesse altar do sacrifício, não vemos um símbolo em miniatura do monte Calvário, onde o Cordeiro inocente foi crucificado e morto por causa dos nossos pecados?

Às vezes, penso que não temos uma idéia exata da miséria e da gravidade do pecado. “Brincamos” de aceitar Jesus como nosso Salvador; “fazemos de conta” que somos de Cristo; “brincamos” de ser cristãos. Não percebemos que o pecado era o combustível para aquele fogo do altar; que se não houvesse pecado não haveria aquele fogo nem o sacrifício de vítimas inocentes. Então, o que fazer? Só há uma esperança: buscar perdão!

Olhemos para aquele altar, símbolo do Calvário onde o Cordeiro divino foi crucificado. Contemplemos o “altar” de Deus e o sacrifício de Deus. Cristo é o Sacrificador, mas também é o Cordeiro imolado. No Gólgota, a justiça divina reclamou seus direitos; a Lei requereu justiça. Então, o holocausto foi preparado e a Vítima imolada. O pecado do pecador arrependido foi expiado. Cristo suportou tudo.

Eis aí o remédio para todos os nossos pecados. São grandes as nossas necessidades, mas a expiação sacrifical foi ainda maior!
Essa é a grande lição que podemos tirar das cerimônias realizadas no altar dos holocaustos, no santuário do deserto. O altar da salvação, que é a cruz de Cristo, ainda não está fora do nosso alcance.

REFLEXÃO: “Por isso, também [Jesus] pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7:25).