21 de julho Segunda-feira
Um Missionário Leigo
Perguntai [...] qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma. Jeremias 6:16
Conheci a família Alves da Costa há muitos anos. Otávio Alves da Costa, o chefe da família, a esposa, a irmã Ubaldina, pessoas bondosas e maravilhosas, foram nossos vizinhos quando morávamos em Goiânia.
A mensagem adventista os alcançou, quando ainda viviam na Fazenda Palmital, município de Jaraguá, GO.
Aconteceu assim. O senhor Otávio contratou um carpinteiro por nome Pedro Aprígio de Melo para fazer alguns trabalhos na fazenda. Ele era adventista do sétimo dia. Enquanto trabalhava, ele cantava hinos evangélicos e falava ao Otávio sobre a volta de Jesus, a Lei de Deus, o sábado e outras doutrinas mais. E Otávio foi demonstrando interesse e cada vez queria saber mais.
Quando a mãe do Otávio soube o que estava acontecendo, ficou muito enraivecida. Sendo muito católica, levou o padre de Jaraguá para conversar com o filho e tirar aquelas idéias da sua cabeça.
No dia e hora marcados, o religioso chegou. Falou contra os crentes, contra o sábado e outras verdades bíblicas. Quando o padre deu por encerrado o “sermão”, Otávio pediu licença, saiu e voltou com a Bíblia que Aprígio lhe havia dado, e foi logo lendo Êxodo 20, sobre os Dez Mandamentos, com destaque para o sábado. O padre, irritado, levantou-se e disse que precisava ir embora e que noutra ocasião conversariam sobre o assunto. A mãe do Otávio ficou muito decepcionada com a atitude do padre.
Dois anos depois, todos os que estavam em idade para batismo foram batizados pelo pastor Allen, ex-professor no Colégio Adventista, e os demais familiares foram sendo batizados no decorrer dos anos seguintes. Daquela localidade e dessa família saíram dois médicos, um pastor, dois professores, duas professoras e uma secretária. Todos receberam educação cristã em nossos colégios.
Conversando com o pastor Otávio Alves da Costa, que leva o mesmo nome do pai, ele disse: “Nosso pai teve muitos reveses financeiros por ter confiado em pessoas, que se diziam amigas; não deixou herança para os filhos, mas morreu feliz e realizado por ver os frutos dos seus esforços – todos os filhos fiéis à igreja, estudados e úteis a Deus e à sociedade.”
E não nos esqueçamos: por trás de toda esta linda história está um simples carpinteiro que, enquanto trabalhava, testemunhava falando e cantando de sua fé e esperança.
REFLEXÃO: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Hb 10:23).