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23 de julho Quarta-feira

Cansado de Caminhar?

Pensem no sofrimento dEle e como suportou com paciência o ódio dos pecadores (NTLH), assim, vocês não desanimem, nem desistam. Hebreus 12:3

Li uma história que falava do compositor austríaco Franz Joseph Haydn conversando com dois amigos de infância que se demonstravam desanimados.

Um deles disse: “Quando me sinto triste e depressivo, procuro distrair-me com a bebida.” O outro, por sua vez, afirmou: “Como gosto de música, ponho-me a tocar para espantar a tristeza.”

A essa altura da conversa, Haydn deu sua opinião: “Pois eu, quando me sinto triste e desanimado, oro ao Senhor. Não há ninguém como Ele para consolar e dar forças quando estou cansado.”

Qual dos irmãos e companheiros de jornada, rumo à Nova Jerusalém, que já não sentiu cansaço e até desânimo, inclusive na vida espiritual? Seria, porventura, motivo para desistir quando o esgotamento de nossas forças, diante das lutas da vida e de todas as frustrações e incertezas, nos levar ao “fundo do poço”?

Não podemos evadir-nos de nossa fraqueza humana, nem proceder como se ela não existisse. Ela faz parte do nosso dia-a-dia, da vida. O Filho do Homem se assemelhou a nós em nossas fadigas. Ele experimentou em Si mesmo cada uma de nossas lutas. Temos que reconhecer o lado abençoado da fadiga cristã. Ela é útil, pois nos ajuda a reconhecer nossa constante dependência de Deus.

Lembre-se de que Cristo estava muito cansado quando Se assentou à beira do poço de Jacó, e quando dormiu no assoalho do barco açoitado pela tempestade. Cansaço é algo que temos em comum com Jesus. Quando viveu como humano, aqui na Terra, Ele se revigorava através da oração.

Essa fadiga, cheia de perplexidade, desânimo e incertezas, tem a finalidade de operar em nós o desejo de orar e buscar poder do Alto. Basta que a aceitemos a turbulência sem amarguras e dúvidas, mas seguros de que ela é mais uma oportunidade que estamos tendo para desenvolver um caráter mais semelhante ao de Jesus e mais resistente à provação.
Não desanimemos nem desistamos da fé, mesmo que a jornada seja difícil. Em breve, pela graça de Deus, poderemos caminhar pelas ruas da cidade celestial.

REFLEXÃO: “Vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139:24).