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29 de julho Terça-feira

O Dia do Pentecostes

Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. Atos 2:1, 2

O Pentecostes era uma festa muito importante para a nação judaica, pois, essa ocasião atraía a Jerusalém judeus devotos de “todas as nações debaixo do céu”. Esse era um momento bastante oportuno e apropriado para a vinda do Consolador.

Os discípulos estavam numa reunião de oração quando tudo aconteceu. Durante aqueles dias de espera e de oração abraçaram-se fraternalmente e perdoaram-se. A cada dia, perguntavam entre si: será hoje? Que tempo solene foi aquele!

Finalmente, raiou o décimo dia, quando, de repente, o silêncio foi quebrado. Será?... Suspense na sala! Eram as primeiras horas da manhã, quando ouviram um som como o rugido de uma tempestade prestes a desabar. “Não vinha do norte, sul, leste ou oeste, mas do Céu, como se fora um furacão.”

Certa ocasião, eu estava na cidade de Heidelberg, Alemanha, ainda na época da chamada “Guerra Fria”. Naquela cidade havia uma base militar da OTAN, e eram freqüentes os treinamentos militares com aviões supersônicos. Numa manhã, estava eu observando esses aviões voando sobre a cidade quando um deles aumentou a velocidade e, em poucos segundos, ultrapassou a barreira do som provocando um estrondo ensurdecedor. Creio que aquele som que os discípulos ouviram, e todo o povo também, devia ser algo parecido com esse estrondo.

A multidão correu para o lugar de onde parecia ter vindo aquele som misterioso; e ali, atônitos, ouviram os discípulos falando em seus próprios idiomas. Línguas como que de fogo fixaram-se sobre cada discípulo e podiam ser vistas pelas pessoas. “Raiara um novo dia para a humanidade [...] e uma nova era no relacionamento entre Deus e o homem” (E. Froom, A Vinda do Consolador, p. 112).

A descida do Espírito Santo revelou para o mundo e o Universo que havia, daquele momento em diante, uma nova harmonia íntima entre o Céu e a Terra e que passamos a viver sob a dispensação do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito Santo veio para ficar, inaugurando uma nova fase da Sua obra de regeneração. E Ele ficará conosco até a segunda vinda de Cristo. Já não mais temos que esperar pela vinda do Espírito. Ele já está entre nós! Estará, porém, em nós?

REFLEXÃO: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador [...] vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14:16, 17).