Meditação Matinal 2008
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30 de março Domingo

Adoração à Entrada do Paraíso

O Senhor Deus, por isso o lançou fora do Jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. Gênesis 3:23

Ao escrever esta meditação, o destaque dos noticiários dessas primeiras semanas de janeiro de 2007 é o desmoronamento das obras da estação do Metrô de Pinheiros, na capital de S. Paulo. Muitas cenas tristes nos chamaram a atenção. Uma delas, porém, foi emocionante. Uma senhora de setenta anos estava sendo retirada de casa e conduzida por outras pessoas para um lugar seguro, pois sua casa corria perigo. Numa das mãos ela carregava a imagem de uma "santa", e na outra alguns poucos pertences. Chorando, ela dizia: "Estou deixando meu cantinho onde morei por sessenta anos... Estou com muito medo."

Para nossos primeiros pais também foi motivo de muita tristeza e lágrimas terem que deixar o lar edênico e partir para o desconhecido. Tendo sido desobedientes a Deus não atendendo às Suas instruções, não mais teriam o direito de morar no Paraíso. Assim, "com humildade e indizível tristeza despediram-se de seu belo lar, e saíram para habitar a Terra, onde repousava a maldição do pecado" (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 6).

Como o Jardim do Éden permaneceu por séculos aqui na Terra, após o desmoronamento da felicidade dos nossos primeiros pais, Deus permitiu que os descendentes de Adão e Eva fizessem do local próximo da entrada e, sob a vista dos anjos, um ponto de encontro para adoração a Deus. "Para ali", escreveu Ellen G. White, "iam Adão e seus filhos a fim de adorarem a Deus. Ali renovaram seus votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do Éden" (ibid., p. 62).

Próximo da entrada, erigiram um altar no qual o sangue de um cordeirinho inocente era derramado cada dia, representando o sangue do Filho de Deus que um dia seria morto para a salvação da raça humana. Era o Plano da Redenção sendo apresentado em símbolos à porta do Paraíso, onde a glória de Deus se manifestava diariamente "entre os querubins", a mesma que, séculos mais tarde, no tempo do tabernáculo do deserto, se manifestaria no Santo dos Santos pelo nome de "shekinah".

Um dia haveremos de adorar nosso Deus à entrada do Paraíso Celestial, diante da santa cidade, quando Jesus dará as boas-vindas aos fiéis. Não desperdicemos a graça de Deus!

REFLEXÃO: "Deus é espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade" (Jo 4:24).