2 de agosto
Tesouro
Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração. Lucas 12:34, NVI.
Minhas férias foram uma experiência maravilhosa, mas essa experiência desafortunadamente se abalou quando retornei e descobri que minha casa havia sido assaltada e praticamente esvaziada. Chamei a polícia, mas nada se podia fazer exceto colher as impressões digitais e relacionar os objetos roubados.
Dias passaram; meu coração doía só de pensar em todas as coisas que eu teria de comprar pela segunda vez. O estranho é que nenhuma peça havia sido roubada de minhas roupas de ir à igreja. Orei muito por um milagre, mas os dias passavam e nada acontecia. Várias outras casas no Colégio Betel também haviam sido assaltadas. Então dois dos ladrões voltaram ao campus para vender objetos que tinham roubado, e foram apanhados pela segurança. Eu estava tirando uma soneca à tarde quando ouvi uma turma de alunos e outras pessoas vindo para minha casa com aqueles dois homens, a fim de que demonstrassem como haviam entrado e para onde haviam levado as coisas. Algumas horas mais tarde a polícia chegou. Nem todos os objetos foram recuperados, mas ficamos contentes pelos que foram.
Poucos dias antes eu estava caminhando pela rua num lugar chamado Zizamele, e um adolescente se aproximou de mim e pediu meu telefone celular. Quando recusei, ele ameaçou matar-me. Duas semanas mais tarde, quando fui à delegacia fazer a relação escrita dos bens roubados, passei pela recepção e vi um rosto familiar. Rapidamente me lembrei daquele rosto e de imediato chamei o policial, dizendo-lhe que havia visto o garoto que levara meu celular parado na frente da recepção. Com o policial ao meu lado, olhei dentro dos olhos do rapaz e disse: “Você levou meu celular algumas semanas atrás em Zizamele.” Ele ficou tão chocado, que simplesmente o admitiu. Embora eu não conseguisse meu celular de volta, a satisfação que tive ao encarar aquele rapaz foi suficiente. Só espero que ele tenha aprendido que o crime não compensa.
Às vezes, enquanto jornadeamos pela vida, perdemos coisas. Algumas podem ser substituídas; outras não. Porém, o mais importante a recordar é a fonte de tudo em nossa vida. Quando temos o Salvador, temos tudo. Nossa fé não se deve basear em coisas materiais que estão aqui hoje e se vão amanhã. Quando saímos em férias, é sábio verificar se todos os sistemas de segurança estão em ordem, porém a coisa mais importante que podemos fazer é colocar a vida nas mãos dAquele que não dorme nem cochila.
Deborah Matshaya