15 de agosto
Aprendendo a Confiar
O Senhor cumprirá o Seu propósito para comigo! Teu amor, Senhor, permanece para sempre; não abandones as obras das Tuas mãos! Salmo 138:8, NVI.
Ela voltou para casa num mar de lágrimas. Não parecia possível que, após ter colocado todos os seus planos nas mãos de Deus, tivesse sido negado a ela o visto de entrada nos Estados Unidos! Minha filha de 21 anos, Estefânia, devia ajudar uma família americana cuidando dos seus filhos, estudar na universidade e, naturalmente, praticar o inglês.
Ela achara que Deus lhe havia acendido a luz verde. Tínhamos recebido sinais claros, e as portas se haviam aberto de maneira providencial; mas agora tudo ia ladeira abaixo. Ela havia comparecido ao consulado americano para obter o visto com uma atitude positiva, e alegremente pagou a taxa. Agora havia perdido o dinheiro e seus sonhos se haviam ido também.
Havíamos orado muitas vezes para que se fizesse a vontade de Deus. Tentei consolá-la. “Não chore, querida. Se Deus quiser que você vá, mesmo que tudo pareça que está dando errado, você irá. Se você não recebeu o visto, é porque Deus está dizendo que não deve ir.” Estefânia concordou e, enxugando as lágrimas, continuou com suas atividades.
Dois dias mais tarde, o telefone tocou. Do outro lado da linha, uma voz falando português com sotaque americano perguntou por Estefânia. “É ela”, respondeu minha filha.
“Por favor, amanhã às dez horas venha ao consulado americano; você terá uma entrevista com o cônsul a respeito do seu visto. Não será necessário pagar a taxa novamente.” Estefânia desligou o telefone. Pulando de alegria, correu para me contar a notícia.
No dia seguinte o cônsul estava esperando por ela e declarou: “Acredito que aconteceu um milagre em seu favor. Venha comigo!” Depois de uma conversa de dez minutos, ela recebeu o visto.
Estefânia viveu um ano repleto de bênçãos. O Senhor a usou para cuidar de adolescentes rebeldes que ficavam sob sua responsabilidade. Ela dependia constantemente de Deus, da mesma forma como havia dependido desde a infância. Todavia, durante o tempo longe de casa, esse fato parecia mais tangível porque as coisas não são fáceis quando se está num país estrangeiro. Ela aprendeu a colocar sua confiança em Deus diariamente. Agora minha filha tem certeza de Sua existência e sabe que não há nada melhor do que colocar os planos nas mãos de nosso amorável Salvador.
Rócio Ortiz