10 de janeiro
Vasos de Amor, Compaixão e Misericórdia
Contudo, Senhor, Tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; Tu és o oleiro. Todos nós somos obra das Tuas mãos. Isaías 64:8, NVI.
Um calendário com ilustrações do meu artista preferido está sobre a mesa da cozinha. É cheio de cores, beleza e graça. Guardo as folhas com pensamentos diários ao longo do ano para fazer peças com decoupage como presentes para amigas, para ocasiões especiais e simplesmente para o meu prazer.
Inventei um prato para o banheiro dos hóspedes. A primeira escolha na decoração foi um ramalhete de hortênsias lilases como centro, para combinar com as cores do banheiro. Depois decidi completar a arte com pensamentos para a reflexão de quem visitasse as instalações.
Num domingo de manhã eu secava meu cabelo com o secador, olhando distraidamente para o prato no seu suporte de ferro preso na parede. Na extremidade do prato está a figura de um vaso de barro, com as bordas pintadas de vermelho e verde. As flores azul pálido de uma trepadeira, erguendo-se do vazio, circundam o prato. A inscrição gravada junto às flores da trepadeira me chamaram a atenção: “Nós moldamos o vazio dentro de um vaso, mas é o vazio de dentro que segura tudo o que quisermos.”
A Bíblia se refere a nós como barro, e a nosso Pai como o oleiro. Somos a obra de Suas mãos. Com demasiada freqüência nossa ênfase é colocada sobre nosso recipiente corpóreo e sua beleza e perfeição, esquecendo-nos de que o vazio lá dentro é que segura o coração de amor que desejamos. Podemos rotular e manipular cristãos nos vários moldes de que necessitamos – professores da Escola Sabatina, anciãos, pianistas – mas é o coração que sustenta o espírito, a atitude e a amabilidade que desejamos. Podemos ensinar-lhes todos os movimentos e truques certos – as palavras corretas para dizer, as coisas apropriadas a fazer – com guias de estudo, seminários e programas. Podemos fazer com que se mostrem impecáveis, mas somente o divino Espírito de amor, graça, gentileza e perdão preenchendo o vazio interior pode tornar-nos verdadeiramente semelhantes a Cristo.
Meu esposo cantou num quarteto masculino chamado “Vasos de Misericórdia”. Juntos, cantavam um belo hino intitulado “Faze de Mim um Vaso de Misericórdia”. A letra do hino diz algo assim: “Enche-me com amor e compaixão, e molda meu coração para ser um vaso digno de Ti.” O Oleiro, o barro, amor, compaixão e um pouco de misericórdia.
Senhor, molda-nos como a obra das Tuas mãos, vasos de misericórdia e dignas de Ti.
Judy Good Silver