24 de janeiro
Sentar-se
Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos Seus discípulos: “Sentem-se aqui enquanto vou orar.” Marcos 14:32, NVI.
Nas manhãs de quarta-feira me reúno com meu “grupo de apoio”. Nós, seis mulheres, rimos e choramos e freqüentemente oramos umas pelas outras. Jesus também teve um pequeno grupo de apoio, e em Marcos 14 nós vemos o Seu grupo em ação.
Ele levou Seus amigos íntimos até o ponto onde poderiam ir sem intrometer-se numa experiência que precisava ser muito particular. Por mais intenso que tenha sido Seu encontro com o Pai, Ele Se afastou três vezes para procurar a força que vem simplesmente de ter amigos por perto.
Acho curioso que Jesus não tenha pedido que orassem por Ele enquanto Se aproximava de Sua prova. Ele simplesmente disse: “Sentem-se aqui enquanto vou orar. [...] Fiquem aqui e vigiem” (v. 32, 34, NVI).
Será que subentendeu que estariam orando por Ele, e por isso não o mencionou? Ou porque a luta iminente seria entre Ele e Seu Pai?
Quando Ele voltou a primeira vez e os encontrou dormindo, disse-lhes que orassem. Mas não por Ele. Antes, disse que orassem por eles mesmos – para que não caíssem em tentação. Se tivessem orado conforme a instrução, teria Pedro sido poupado da vergonha de negar seu Amigo e Senhor?
Embora deva ter sido um desapontamento para Jesus encontrar Seus amigos dormindo enquanto Ele agonizava, não respondeu com raiva. Em vez disso, após uma leve repreensão (“Simão”, disse Ele a Pedro, “você está dormindo? Não pôde vigiar nem por uma hora?” [v. 37, NVI]), Ele mostrou compreensão através de Seu terno comentário: “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (v. 38, NVI).
Quando voltou novamente e os encontrou dormindo, “eles não sabiam o que Lhe dizer” (v. 40). Ele tinha razão. Seus corpos eram fracos; não tinham desculpa. Jesus simplesmente retornou à Sua tarefa, talvez confortado com o conhecimento de que estavam tentando, embora isso não parecesse suficiente.
Nos dias atuais, quando enfrentamos provas e apelamos a amigos solidários (ou somos nós os amigos dispostos, porém fracos?), vale a pena lembrar que não são nossas orações nem as palavras encorajadoras ou de conselho, mas nossa presença fiel que transmite a mensagem e supre a coragem necessária. Às vezes, fazer-se presente é o serviço mais valioso que podemos prestar a outra pessoa.
Dolores Klinsky Walker