5 de julho
Milagres Modernos
Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. João 15:7.
Minha avó sofria de fortes dores de cabeça, de modo que conservava sempre analgésicos sobre a mesinha ao lado da sua cama. As dores começavam pela manhã e duravam o dia inteiro. Infelizmente, minha mãe herdou as mesmas dores de cabeça, e eu também sou afetada pela mesma condição. O problema era hereditário, mas eu não sabia. Tenho tomado remédios a vida toda para aliviar a dor. Fui a muitos médicos, mas tudo em vão. Um deles me disse que só um milagre de Deus me curaria.
Certa ocasião, fomos à Califórnia e visitamos um belo parque. Percebi que uma dor de cabeça estava começando e fiquei preocupada porque não me lembrara de trazer o remédio junto. Comecei a procurar na bolsa, esperando contra a lógica que algum medicamento esquecido estivesse em algum canto. Felizmente, encontrei uma cápsula que eu havia trazido do Brasil. Tomei-a na primeira fonte de água que encontrei e pude aproveitar o restante do passeio na companhia dos amigos.
Por ter tomado remédio tantos anos, senti que meu estômago e meu coração começavam a dar indicações do excesso de cafeína. Concluí que devia parar com os remédios, ou eles acabariam comigo. Mas como?
Um dia, comecei a me sentir pior do que nunca. Parecia que minha cabeça ia explodir; tinha a impressão de que meus braços estavam sendo espetados com agulhas. Desesperada, caí de joelhos no chão e orei. Com fé em Jesus implorei para que, se fosse da Sua vontade, Ele realizasse um milagre em meu favor, ali mesmo. Sabendo que o Senhor havia realizado tantos milagres no passado, comecei a mencioná-los em voz alta à medida que me vinham à mente. Chorei diante de Deus! Para minha surpresa e alegria Ele me ouviu, e minha oração foi atendida. Dois anos passaram e não mais sofro com as terríveis dores de cabeça. Graças a Deus!
Precisamos pedir com fé, confiando, sem duvidar de que seremos atendidas. Devemos entregar-Lhe nosso fardo e descansar em Suas promessas.
Harcília M. Coelho