21 de julho
O Longo Caminho Para Casa
E ela engravidou, e deu à luz um filho. Vendo que era bonito, ela o escondeu por três meses. Quando já não podia mais escondê-lo, pegou um cesto feito de junco e o vedou com piche e betume. Colocou nele o menino e deixou o cesto entre os juncos, à margem do Nilo. Êxodo 2:2, 3, NVI.
O sol da manhã parece tão baixo quanto seu estado de ânimo. A névoa do verão, como um cobertor, já cobre a frescura da manhã. Hoje ela vai para casa sozinha. O que tem de ser feito precisa ser feito com pressa. Amamenta o filho pela última vez, coloca-o numa pequenina arca e o deixa à margem do rio. Então ela se vira e se afasta, afasta-se de seu bem mais precioso. O som de seus passos rápidos marca a trilha poeirenta como o retumbar das batidas do seu coração.
Ela hesita – inclinada a voltar, relutante para seguir; empacada na areia movediça de seus próprios pensamentos. O caminho de casa é longo para ela. Relembra o nascimento do bebê, como ela o ocultara por três meses e como cuidava dele para impedir que chorasse. Após três meses, não mais podia escondê-lo, pois ele começava a assumir sua própria vida.
Venha comigo à margem do rio. Não estamos paradas aqui por acaso. Vimos com um propósito, pois cada uma de nós carrega junto ao peito algo que temos acariciado por tempo demais. E não podemos mais escondê-lo. Para algumas de nós, podem ser nossos filhos clamando por independência. Para outras, pode ser um relacionamento corrosivo que carcomeu as cordas do nosso coração. Para algumas, pode ser dor, luto, mágoa, amargura, hábitos ou agressões que elas conseguiram esconder e administrar em algum lugar secreto onde ninguém pode ver ou ouvir. Para algumas pode ser um vazio espiritual acalentado só para impedir que clamasse para ser preenchido. Não dá mais para esconder.
Cristo é a arca da nossa segurança. Ele chama você e qualquer coisa que você tenha acalentado, para que venha ao rio da vida e pela fé coloque seu fardo nas mãos dEle. Depois vire-se e se afaste. O caminho para casa será longo, mas você não o percorrerá sozinha.
Amy Smith Mapp