Meditação da Mulher 2008
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10 de junho

Outro Bom Samaritano

Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. Lucas 10:33.

Raquel entrou caminhando lentamente no pátio onde se realizava a barulhenta festa de formatura do ensino médio. Estava vestida de modo atraente, com um conjunto bege e blusa vermelha, com uma peruca grisalha completando o traje. Notei imediatamente as grandes contusões no seu rosto, mas não quis perguntar. Ela sofria de câncer já fazia muitos anos. Quando Robert passou por ela, perguntou-lhe sobre o acidente. Então fiquei sabendo da história.

Ela havia saído com seu cachorro para uma curta caminhada na sua rua. Ao retornar, escorregou e caiu. Ela não sabe exatamente o que aconteceu – talvez tenha tropeçado na correia do cachorro. Foi uma queda feia, e ela estava enfraquecida pelos anos de sua enfermidade. Em meio à dor, olhou para cima e viu um carro subindo a rua. Ouviu o motor sendo acelerado e então o carro sumiu na distância. Ela não conseguia levantar-se e ficou ali, deitada, sentindo dor e com o rosto ensangüentado. Um segundo carro apareceu; parou e o motorista se aproximou e a ergueu, ajudando-a a entrar na casa dela, que ficava perto. Permaneceu ali enquanto ela pedia ajuda, e só saiu quando teve certeza de que ela ficaria bem até que alguém chegasse.

Isso parece um pouco a história do Bom Samaritano, da Bíblia. Jesus contou essa história para ilustrar quem é nosso próximo. O homem jazia ferido e sangrando após o ataque dos assaltantes na estrada para Jerusalém. O sacerdote e o levita, que aos nossos olhos seriam os que ensinariam amor e solidariedade, olharam para o outro lado. Talvez tivessem importantes reuniões de comissão para assistir, ou vestes novas que não queriam sujar. O samaritano, de uma raça desprezada, não procurou ver se o homem era de seu grupo étnico quando parou para socorrê-lo. Colocou-o sobre o seu animal e o levou a uma hospedaria para recuperar-se. Pagou pelos cuidados para com ele e inclusive disse ao dono da estalagem: “Se houver mais despesas, eu o reembolsarei.” O samaritano estava disposto a dar do seu tempo e dinheiro para um estranho que era, na realidade, o seu próximo.

Hoje podemos acelerar nossas máquinas e prosseguir com velocidade – talvez tenhamos coisas importantes a fazer. Podemos achar que alguém se deterá para ajudar os necessitados. Talvez apareça alguém com mais tempo livre do que nós. Como cristãos, precisamos primeiro amar nosso Deus, e depois nosso dever é amar o próximo. Pare, estenda sua mão ajudadora hoje e seja outro bom samaritano.

Dessa Weisz Hardin