17 de junho
A Brisa Mais Suave
Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. 1 Reis 19:11, 12, NVI.
A transmissão de notícias em rede nacional concluiu com a história de um jardim especial que havia sido inaugurado no Jardim Botânico de São Paulo. Talvez a inauguração de um jardim não pareça ser uma história de interesse num noticiário, mas esse determinado jardim havia sido planejado para um grupo muito seleto de indivíduos – pessoas com deficiência visual.
O repórter explicou como as plantas haviam sido cuidadosamente escolhidas, por causa de sua textura e dos aromas que exalavam. Até o caminho através do jardim foi construído especialmente com uma borda de concreto levemente elevada para auxiliar aqueles que não vêem, a fim de que se orientem pelo jardim com maior facilidade.
Mas a parte mais tocante da reportagem foi a alegria e o apreço daqueles que visitavam o jardim. Uma mulher comentou que visitar o jardim foi para ela como se tivesse recuperado a visão. Cada declaração feita por aqueles que apreciaram a beleza daquele projeto estrategicamente planejado parecia bradar uma mensagem ao meu coração, um lembrete acerca das muitas vezes em que considero as coisas como algo natural e automático, de modo especial as maravilhosas cenas da natureza que Deus providenciou para mim.
Considero-me abençoada com a bela natureza que rodeia nossa casa. Há pinheiros majestosos e quase cada tarde observo beija-flores visitando os hibiscos vermelhos e rosados. Nosso quintal tem várias árvores frutíferas que me ajudam a obter um novo vislumbre de quanto nosso Pai celeste deseja comunicar-Se com Seus filhos através da natureza.
No meio daquele jardim recém-inaugurado, uma senhora que havia perdido a visão mencionou como se sentia satisfeita por poder tocar as folhas e cheirar as flores e plantas, concluindo: “Podemos ouvir a brisa mais suave se movendo entre as plantas, algo que aqueles que vêem talvez não consigam perceber.”
Querido Senhor, obrigada por Tuas fantásticas dádivas naturais que nos oferecem um lampejo daquilo que és. Ajuda-me hoje, por favor, a observar mais de perto a natureza que me cerca, para que eu tenha um vislumbre maior das maravilhas do Teu amor.
Beth Vollmer Chagas