23 de maio
Pragas
Elas têm autoridade para fechar o céu[...] bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem. Apocalipse 11:6.
Parece que a cada dia ouvimos falar de alguma doença nova e estranha. Já tivemos o pânico do HIV por alguns anos, bem como o antraz, o vírus do Nilo, SARS, gripe aviária e agora algo chamado varíola por vírus de macaco. Isso nos faz pensar se fariam parte das sete últimas pragas do Apocalipse.
Lembro-me do que aconteceu anos atrás, enquanto morávamos em Connecticut. Meu esposo consertava relógios de pulso e de parede no segundo piso da nossa casa; eu lecionava na escola da igreja e fazia a contabilidade dele. Não tínhamos ar-condicionado central, mas tínhamos um ar-condicionado de parede, junto à janela. Uma ave decidiu que o lugar certo para construir seu ninho era logo abaixo do ar-condicionado. Por mim, tudo bem – eu poderia ver os filhotinhos nascendo.
Quanto a mim estava tudo bem, pelo menos até uma noite em particular. Comecei a me coçar e arranhar, e não sabia o que havia contraído ou onde me havia metido, já que gosto de caminhar pelo mato. Finalmente concluí: A coceira vinha de piolhos das aves, que haviam conseguido passar do ninho pelas finas frestas da janela para dentro de casa, descendo pela parede e subindo pela escrivaninha onde eu trabalho. De repente, construir um ninho naquele parapeito certamente não estava certo. Eu não quis passar o spray muito perto do ninho, com medo de prejudicar os filhotinhos. Mas espalhei tanto quanto achei necessário dentro do quarto. Àquela altura, senti como se estivesse sofrendo uma das últimas pragas.
Por fim, as aves deixaram o ninho. Abrimos a janela, removemos o ninho e passamos veneno. Não tínhamos planos de conviver outra vez com piolhos de aves.
É assim que acontece com a nossa vida. Surge algo bom e depois acontece algo para estragar o que é bom. Acho que Deus permite a ocorrência de episódios como o piolho das aves para que não nos sintamos tão confortáveis aqui na Terra; assim não nos esqueceremos de que somos apenas visitantes aqui por um pouco de tempo. Nesta primavera, choveu por oito dias consecutivos. Quando finalmente o sol brilhou, ficamos muito felizes por ver seus raios de novo. Querida leitora, quando coisas ruins acontecem na sua vida, deixe que o Sol da justiça brilhe e faça com que tudo valha a pena. Seu lar e o meu nos aguardam no Céu.
Loraine F. Sweetland