26 de maio
A Oliveira
Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na Casa de Deus. Salmo 52:8.
Alguns anos atrás, meu esposo comprou duas mudinhas de oliveira. Pareciam tão frágeis! Ele as tratou cuidadosamente e as plantou perto da entrada da nossa casa. No clima mediterrâneo, aqui no Cabo Ocidental, cresceram bem.
A oliveira tem um tronco torcido e galhos pendidos, desparelhos. As folhas são pequenas e de forma oblonga. Os brotinhos ovais, de um verde desbotado, tornam-se pretos e são amargos ao paladar. Para se tornarem comestíveis, precisam ser mergulhados em salmoura.
A oliveira é uma planta antiga e mencionada com freqüência na Bíblia. Essa árvore, difundida na Palestina, produz muito óleo. Sua bela madeira foi usada para fazer portas, vergas e ombreiras do Templo construído pelo rei Salomão, e também os dois grandes querubins do Lugar Santíssimo (1 Reis 6:23-32).
Alguns pais dão às filhas o nome de Olívia, talvez porque se assemelhem a querubins quando nascem. Como diz Oséias: "O seu esplendor será como o da oliveira" (14:6).
Na história de Noé e da arca, Noé soltou um corvo e depois uma pomba, duas vezes. Na segunda vez, a pomba retornou com um raminho de oliveira no bico (Gênesis 8:11). Um ramo de oliveira é símbolo de paz, ou um oferecimento ou desejo de reconciliação.
O azeite de oliva foi um dos mais valiosos produtos da Palestina e era usado para propósitos medicinais, religiosos e cosméticos, entre muitos outros.
Por sua natureza, a oliveira é silvestre. Somos como a oliveira quando não conhecemos ao Senhor. Nossa condição selvagem pode ser permanentemente domada através do conhecimento de que Cristo decidiu morrer por nós no Getsêmani. Toda a dor e humilhação que sofreu foi para que fôssemos salvos do pecado. Nosso chamado é para que permaneçamos como oliveiras verdejantes no jardim do Senhor.
À semelhança da oliveira brava, podemos ser enxertadas, contra a natureza, numa oliveira boa (Romanos 11:24). Podemos ser enxertadas em Cristo e capacitadas a produzir o fruto do Espírito.
Priscilla E. Adonis