Meditação da Mulher 2008
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31 de maio

Uma Inesperada Viagem Espiritual

Pois as pedras clamarão da parede, e as vigas responderão do madeiramento. Habacuque 2:11, NVI.

Minha recente aposentadoria me deu tempo de viajar para lugares sobre os quais eu antes só havia lido. Planejei uma semana descontraída em mar aberto e algumas viagens paralelas interessantes e recreativas na América Central. Mas o Senhor tinha algo diferente para me oferecer – o que recebi foi uma inesperada jornada espiritual de navio, ônibus e degraus antigos de pedra.

Meu destino foram as ruínas maias. Depois de uma viagem curta e trepidante, saí do ônibus e fiquei estática, espantada. Diante de mim se erguiam quatro soberbos templos maias, igualmente posicionados em torno do perímetro de um extenso quadrado aberto. As pedras brancas dos templos cintilavam sob o quente sol tropical. Um guia bem-informado fazia descrições impressionantes das muitas cerimônias realizadas naqueles templos. Falou extensamente sobre o antigo povo maia e sua cultura, datando a construção daquelas estruturas muito antes do nascimento de Jesus. As pessoas do Antigo Testamento e suas cidades sempre me intrigaram. Seres humanos inteligentes também povoaram as Américas no tempo do Antigo Testamento. Esses templos construídos com perfeição dão prova disso.

Aproximei-me ansiosamente de um dos templos e comecei a subir pelos degraus de pedra rusticamente talhados. Estendi o olhar sobre um panorama de palmeiras e antiguidades. Ao aproximar-me do topo estremeci, pensando nos rituais de sacrifícios humanos sobre os quais o guia nativo havia falado.

Altos brados lá embaixo me trouxeram de volta à realidade. Dois operários, colocando terra com uma pá num carrinho de mão, gritaram "Olá!" (ou o equivalente). Olhei para aqueles descendentes modernos do povo maia. De repente, vi com a imaginação as páginas do Antigo Testamento sendo folheadas na direção da cruz. Jesus conheceu os construtores daqueles templos. Morreu por eles também. Que erro o meu – e como tive a coragem de desprezar aqueles construtores de monumentos antigos como sendo indignos! Na verdade, "as pedras clamarão da parede, e as vigas responderão do madeiramento". Enquanto eu continuava parada sobre os ásperos degraus de pedra, Jesus me ensinou que Seu amor por toda a humanidade – passada, presente e futura – jamais se altera. Tornei-me humilde e me senti abençoada porque o Senhor Jesus Cristo me dirigiu a cada passo numa inesperada viagem espiritual.

Marianne Toth Bayless