Meditação da Mulher 2008
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Março - 2008

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13 de março

Intercessão Diante da Morte

E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Mateus 26:40.

Meu sogro se encontrava no hospital após uma longa enfermidade que viera após um grave derrame. Havia sido um ano doloroso, e os médicos não esperavam que ele sobrevivesse. Esse foi um período especialmente estressante para o meu esposo, já que seu pai ficara doente menos de um mês após o falecimento de sua mãe. Os dois haviam sido casados por 50 anos.

Um dia antes que meu sogro fosse removido da máquina que lhe prolongava a vida e o sofrimento, meu esposo pediu que eu fosse ao hospital para orar. Nossas orações haviam mudado – de súplicas pela cura para outras em favor da salvação. Naquele dia travei uma luta entre o dever de orar e o grande desejo de apagar as luzes, acovardar-me sob as cobertas e me esconder. Esconder-me da dor que a morte certa do vovô traria para nós e nossos dois filhos. Esconder-me das lágrimas e do sentimento do meu esposo em relação com o progenitor que lhe restava.

Desanimada, joguei-me no sofá da sala desejando que o sono viesse para me ajudar a esquecer. Então me lembrei do meu esposo e da promessa que lhe fizera. Sem mesmo dar uma olhada no meu cabelo e nas roupas, reuni minha coragem, peguei a Bíblia e fui para o hospital.

Uma vez lá, cantei e recitei versos. Reclamei as promessas de perdão, salvação e ressurreição, inserindo o nome do vovô nos lugares apropriados. Quanto mais cantava, mais forte me sentia. Então orei e dei um beijo de despedida no vovô.

No fim daquela tarde meu esposo voltou para casa e perguntou (foi mais uma declaração que uma pergunta): "Você esteve com papai hoje?"

"Sem dúvida", respondi. Ele então disse que, enquanto trabalhava, havia orado comigo. Ele se unira a mim em oração, intercedendo pela salvação do vovô.

Sorri enquanto me lembrava da batalha íntima que havia travado antes de visitar o vovô. Então meus pensamentos se voltaram para o Salvador. Em Sua pior hora, Seus amigos mais íntimos, os discípulos, não puderam vigiar e orar por Ele. Como dependia deles para receber forças e conforto!

Rose Thomas