17 de março
Chiquitin
Portanto, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! Mateus 10:31, NVI.
Meu irmão Adolfo, sua esposa e os filhos tinham saído para uma caminhada. Havia chovido e soprava um vento forte, de modo que a família precisava prestar atenção a galhos caídos de árvores. De repente, um galho pendurado de uma árvore lhes chamou a atenção. Quando se aproximaram, viram um ninho com uma avezinha sem penas. Adolfo ergueu o galho, certo de que o filhotinho morreria ali se não recebesse algum cuidado. Sua esposa disse aos meninos: "Sigam em frente; depois eu os alcanço. Vou ver se posso colocar o ninho e o passarinho num lugar mais seguro."
Ela voltou para casa com a ave nas mãos, acendeu uma lâmpada, envolveu o passarinho num pano e o colocou suficientemente perto da lâmpada para conservá-lo aquecido. Depois saiu rapidamente para alcançar a família.
Quando retornaram para casa, todos estavam curiosos para saber como estava o filhotinho. Que surpresa! A pequena ave estava viva e muito faminta. Os meninos prepararam "comida de bebê" com farinha de milho e, com um palito, colocavam o alimento no minúsculo bico.
Chamaram a ave de Chiquitin (Miudinho). Para alegria de todos, Chiquitin comia muito bem e crescia um pouco a cada dia. Pequenas penas começaram a aparecer, e logo o passarinho começou a voar. Voava de um lugar para outro, pousando na cabeça e nos ombros da família. Quando se assentavam à mesa para comer, Chiquitin voava para cima da mesa e comia os farelos. Todos gostavam muito dele, cuidavam dele e o enchiam de mimos.
Um dia, um bando de pequenas aves iguais a Chiquitin voou perto da casa e pousou no jardim para comer algumas sementes. Adolfo levou Chiquitin ao jardim para que ele começasse a aprender a relacionar-se com outros pássaros. Não demorou muito para que ele se integrasse alegremente à sua sociedade. Quando os passarinhos levantaram vôo para continuar a jornada, Chiquitin os seguiu, certo de que havia encontrado sua verdadeira família. Ao voar ele para maiores alturas, os seus amigos que o haviam salvado o observaram com sorrisos e lágrimas.
Muito obrigada, Senhor, por nos dares a certeza de que, assim com cuidas de pequenas aves, também cuidarás de nós.
Clara Hornus de Ferreyro