25 de outubro
Dizer “Muito Obrigada”
Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz. Lucas 17:15.
“Muitíssimo obrigada!” disse a esposa do pastor pelo telefone. “Significou tanto para mim!”
Teresa me havia ligado para agradecer o cartão de aniversário feito à mão que eu lhe enviara. “Às ordens”, disse eu, acrescentando que ficava feliz por saber que ela gostara. “Envio muitos cartões”, contei a ela, “mas muito poucas pessoas acusam o seu recebimento ou se lembram de agradecer.” Freqüentemente me perguntava se meu cartão fazia alguma diferença no seu dia ou semana. Era bom ouvir palavras de apreço.
Em comparação com os dez a vinte cartões que mando por mês, recebo poucas respostas na minha correspondência. É claro que não mando cartões com o único propósito de receber algo em troca, mas às vezes me pergunto inclusive se devo continuar com esse miniministério.
Depois de falar com Teresa, pensei novamente em como havia sido bom ouvir um “Muito Obrigada”. Comecei a sentir um pouco de pena de mim mesma. Quanto custa dizer que recebemos uma carta ou um bilhete? pensei.
Então uma história bíblica relampejou na minha mente: Jesus e os dez leprosos. Quando Jesus ordenou que os dez se mostrassem aos sacerdotes, todos saíram da presença de Jesus em disparada para cumprir-Lhe a ordem, em menos tempo do que se leva para dizer “imundo”. Todos estavam prontos para voltar para casa, para a sua vida e suas famílias. Tinham lugares aonde ir e pessoas para ver.
Mas havia uma pessoa reconhecida. Um leproso teve a presença de espírito de voltar e, humilde, grata e respeitosamente, dar graças Àquele que o curara.
E a resposta de Jesus? “Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?” (Lucas 17:17). Jesus ficou feliz porque aquele homem, um samaritano, retornou para agradecer. Mas Jesus também Se lembrava perfeitamente dos nove restantes, que não Lhe reconheceram o auxílio, a cura. Seu coração deve ter sofrido ao pensar que apenas um julgou importante voltar e expressar gratidão.
Comecei a me perguntar quantas vezes eu, como filha Sua, me esqueço de agradecer. Sei como fico feliz quando sou apreciada. Sinto-me amada, apoiada e protegida. Não devo estender a Jesus a mesma cortesia – não, mais cortesia – louvando-O toda vez que ergo a voz em oração?
Trícia Williams