04 Abril
Ervas Daninhas no Jardim
Reconcilia-te, pois, com Ele e tem paz, e assim te sobrevirá o bem. Aceita, peço-te, a instrução que profere e põe as Suas palavras no teu coração. Jó 22:21, 22.
A primavera é sempre um cenário bem-vindo, após o nevoeiro, o gelo e a neve do inverno. A cada primavera, plantamos nossa horta e nosso jardim. Entretanto, a bênção infalível das chuvas da primavera produz também uma abundância de ervas daninhas. Ninguém fica isento das ervas daninhas no jardim.
Num entardecer, diligentemente capinei e arranquei ervas do meu canteiro de flores. No dia seguinte, descobri que havia deixado para trás algumas das ervas. Minha vizinha me contou que passa horas, cada manhã, arrancando ervas altas daquilo que costumava ser a horta do seu marido. Seus vizinhos haviam reclamado: “Não queremos que as sementes das suas ervas daninhas sejam trazidas pelo vento para o nosso quintal. É melhor se livrar delas.”
“Não sou jardineira, e detesto arrancar esse mato”, disse ela. “Meu esposo era o hortelão. Ele gostava muito de cuidar dos canteiros, mas agora está impossibilitado, e o trabalho no quintal e todas as ervas ficaram para mim. Mas, uma ervinha de cada vez – vou fazer o trabalho!” E ela fez!
Enquanto colocava luvas e usava uma enxada para livrar meu jardim do mato, pensei nas ervas daninhas que encontro no jardim do meu coração: egoísmo, orgulho, inveja, ressentimento e indisposição para perdoar. De que ferramentas precisarei para eliminar essas ervas do jardim do coração? perguntei a mim mesma.
No texto de hoje, Jó menciona ferramentas específicas para esse fim. Encontrei outras ferramentas preciosas no livro O Desejado de Todas as Nações. Descobri estas promessas que são um tesouro: “Enquanto submetermos a vontade à Sua, e confiarmos em Sua força e sabedoria, seremos guiados por caminhos seguros, para realizar a parte que nos cabe em Seu grande plano” (p. 209). “O Espírito Santo nunca deixa sem assistência a alma que está olhando a Cristo. [...] Se o olhar se mantiver fixo em Jesus, a obra do Espírito não cessa, até que a alma esteja conforme a Sua imagem” (p. 302). São essas as ferramentas de que preciso na minha vida!
Nathalie Ladner-Bischoff