10 Abril
Criaturinhas de Deus
Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez. Gênesis 1:24.
Enquanto crescia, eu gostava de observar pequenas criaturas – e admito que ainda gosto. Durante o outono, observo os esquilos enquanto sobem e descem pelas árvores, caminham sobre os fios da energia elétrica sem cair e, de repente, decidem descer, perseguindo um ao outro.
Dou boas-vindas à primavera por muitas razões, especialmente pela oportunidade de observar as aves com suas belas cores. Temos o azulão, o sabiá, o cardeal e o pequenino da criação de Deus, o pardal, voando daqui para lá e de árvore em árvore, cantando melodias até ficar com fome e descer ao chão em busca de algo para comer. Certa manhã, sentada à mesa do desjejum, vi um sabiá pousado do lado de fora da janela, cantando. Fiquei quieta, ouvindo e apreciando seu gorjeio, para não assustá-lo. Outro sabiá parou ali e depois ambos saíram voando.
Durante a primavera de 2004, a região de Washington passou por um inesquecível evento natural – as cigarras. Estavam por toda a parte (e admito que não eram as minhas favoritas). Um dia, enquanto eu dirigia, uma delas decidiu andar de carona comigo, voando pela janela aberta e pousando no meu colo. Fiquei feliz porque não era um dos insetos de Deus que aplicam ferroadas.
Certa vez, enquanto eu ia ao banco, uma senhora caminhava à minha frente. Quando me aproximei da entrada, notei uma cigarra pousada nas costas da blusa dela. Meu primeiro pensamento foi ignorá-la. Mas, então, Deus me falou através da consciência, dizendo: “Se a cigarra estivesse na sua blusa, não gostaria que alguém a tirasse?” Então eu disse: “Com licença. Uma das criaturinhas de Deus está nas suas costas.” Nem tive tempo de perguntar: “Posso tirá-la?” antes que a mulher se virasse rapidamente e dissesse: “Por favor, tire-a!” Surpreendentemente, um mês depois nos vimos outra vez, e ela ainda se lembrava de eu ter chamado a cigarra de “criaturinha de Deus”.
Annie B. Best