07 Fevereiro
Desculpas, Desculpas!
“Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi.” [...] “A serpente me enganou, e eu comi.” Gênesis 3:12, 13, NVI
Tendo como professores os nossos primeiros pais, todos nós aprendemos a arte de dar desculpas. Damos desculpas ao nosso chefe sobre o motivo de não termos concluído o relatório; desculpas para nosso esposo porque demos marcha a ré no carro em cima do carrinho de mão; desculpas para nossos filhos porque não pudemos acampar no final de semana. Talvez sejamos ousados a ponto de dar desculpas a Deus!
Muitas das nossas desculpas são lógicas e válidas – pelo menos aos nossos olhos. Outras são humorísticas, e algumas até ridículas. Todos já rimos diante da transparente tentativa de uma criança de dar desculpas.
No ano passado, convidamos um grande grupo de amigos para um jantar. Uma família trouxe seus dois meninos, bem como outros de quem estavam cuidando. Ouvia-se muita algazarra e risadas das crianças mais velhas, e muita conversa entre os adultos. Os meninos menores se entretinham, exatamente como três garotos turbulentos e normais fazem. Uma palavra ocasional da ala adulta os mantinha sob controle.
Eu tinha um suporte com contas suspensas como se fossem cortina, na porta aberta do nosso quarto. Isso, juntamente com nossa enorme cama d’água, fascinou os meninos. Passaram algum tempo inspecionando o quarto a partir do sótão, e depois desceram correndo a escada, passando pela cortina de contas da porta, e balançando levemente sobre a cama – com minha permissão.
De repente, num ímpeto de exuberância, o pequeno Filipe, o mais novo, agarrou-se a um punhado de contas e tomou impulso como Tarzan, voando para dentro do quarto. É lógico que as contas se desprenderam dos fios e do suporte, e ele passou o restante da noite tentando juntá-las outra vez.
Mas foi o que Filipe disse ao seu pai que ainda me diverte. “Papai, eu mal toquei nelas – assim.” E ele passou suavemente a mão por um punhado de contas. E talvez tenha realmente crido que aquilo foi tudo o que ele fez. Geralmente, nós também não cremos em nossas desculpas?
O pequeno Filipe estava tentando salvar a pele e evitar um castigo. É a isso que as desculpas dizem respeito, não é? Mas, com certeza, Deus deve achar graça quando Lhe damos algumas de nossas desculpas esfarrapadas, assim como eu ri com a de Filipe.
Dawna Beausoleil