Meditação da Mulher 2007
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Dezembro - 2007

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3 de dezembro

Reflexões

Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos. Provérbios 16:7.

Nunca aprendi a nadar. Esse ponto vulnerável me deixou triste certo dia, quando percebi que vivi quase oito décadas sem saber dar uma braçada. E me fez perguntar: O que mais perdi nesses anos todos?

Bem, para início de conversa, nunca viajei de avião – a menos que eu considere aquele breve sobrevôo da nossa casa num teco-teco de dois assentos na década de cinqüenta. Não tenho computador. Fiz cursinhos rápidos de datilografia e órgão anos atrás, mas nunca me tornei exímia em nenhum. Vou levando com a minha datilografia, mas finalmente vendi o órgão. Não sei jogar tênis e nunca aprendi a fazer tricô. Jamais fiz um cruzeiro pelas ilhas nem visitei a Terra Santa. Somente em vídeos ou revistas vejo os lindos jardins ingleses e as cabanas com cobertura de sapé, e as floreiras desabrochando nas janelas.

Quase na mesma hora em que mergulhei na minha lamentação de autopiedade, resolvi tentar recordar algumas das coisas que realizei ao longo dos anos. Não são muitas as notícias, mas voltei a estudar com 38 anos e me tornei enfermeira. Sei preparar uma refeição tolerável e assar meu pão em casa, e já escrevi alguns hinos e poemas. Tive a sorte de ver algumas histórias e artigos publicados. Meu principal projeto é mandar cartões e cartas a pessoas confinadas em casa ou que necessitem de palavras de ânimo.

Aprendi a andar de bicicleta; sei dirigir um carro e viajei para a Costa Leste e Costa Oeste do país. Andei na garupa da nossa motocicleta na viagem a Nova Iorque. Fui ao topo do edifício Empire State e tive o prazer de visitar os países que são nossos vizinhos ao Norte e ao Sul, Canadá e México. Sobrevivi a uma enfermidade prolongada e ainda consigo caminhar um pouco a despeito de um joelho "menos do que perfeito".

Ao refletir sobre isso, acho que não perdi tanta coisa, afinal de contas. Para começar, nunca tive grandes aspirações, e assim acho que estou na média entre a minha turma.

Enquanto eu puder passar tempo nobre com minha família, cumprir minhas responsabilidades na igreja, orar por aqueles que precisam do meu auxílio e fazer o que agrada ao meu Senhor – bem, é isso que conta!

Clareen Colclesser