7 de dezembro
Sermão nos Sapatos
Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação. Isaías 52:7, NVI.
Outro dia, comprei um novo par de sapatos. Havia passado bastante tempo desde a minha última saída para fazer compras, e quando achei aquele par perfeito fiquei encantada – por dentro e por fora. Por dentro, porque não custou muito – os dez dólares na etiqueta do preço me fizeram cócegas no coração. Por fora, porque os sapatos eram confortáveis e bonitos.
Na primeira semana em que os usei, pisei numa poça de lama até a altura do tornozelo, no momento em que saíamos para visitar alguém. Fiquei aborrecida comigo mesma por não ter visto o barro bem embaixo do carro. Para meu alívio, meus olhos se fixaram na mangueira de jardim junto aos degraus da porta da frente, e descobri encantada que meus sapatos perfeitos também eram laváveis!
Ultimamente tenho observado de modo especial os calçados que as pessoas estão usando no verão. Algumas usam saltos perigosamente altos para adornar os pés – apesar da dor. Outras usam sapatos muito delicados. Cada par de sapatos reflete o gosto e as necessidades de seu proprietário. Cada um toca seu ocupante de alguma forma. Sejam sandálias luxuosas, sejam sapatos com tiras singelas, todos contam algum tipo de história.
Lembro-me de ter cantado um cântico sobre sapatos muitos verões atrás, num acampamento. Uma dúzia de tocadores de violão se alinhava para dedilhar aquela melodia fácil de memorizar, perto da fogueira: "Você sabe, ó cristão, que você é um sermão enfiado nos seus sapatos? Jesus o chama para espalhar as boas-novas. Então ande com elas, fale sobre elas – um sermão calçando sapatos..." Meu pai gostou desse corinho e pediu várias vezes que eu o cantasse novamente. Vejo que ele se lembra de algo belo, os belos pés daqueles que levam as boas notícias acerca de Jesus Cristo. Talvez você também deseje estudar Isaías 52:7-10, para ver o que o texto lhe diz.
Esta é a minha oração: Senhor Jesus, lava meus pés com a paz de saber que nada me acontecerá hoje que não consigamos resolver juntos.
Nancy Neuharth Troyer