22 de dezembro
Lições de um Pinheiro
Ajuda-nos a entender quão breve é realmente a nossa vida, para que enchamos nosso coração com sabedoria. Salmo 90:12, versão Clear Word.
Ele se apresentava com toda a sua imponência num canto do quintal da nossa casa de férias. Com o passar dos anos, produziu suas longas agulhas verdes e os cones bulbosos. De todos os pinheiros ao seu redor, ele era o mais alto e simétrico.
Apesar de todas as suas boas qualidades, ele tinha algumas que incomodavam. Seus espinhos mortos sujavam o chão, da mesma forma como os cones, alguns caindo dentro da piscina. Durante a estação do pólen, ele secretava uma substância amarela que flutuava aparentemente por toda parte, deixando um resíduo amarelo e fazendo estragos entre os que lhe eram alérgicos. Mas, no final das contas, seus aspectos positivos excediam muito os negativos.
Em novembro, retornamos à nossa casa de férias. Vários dias passaram antes que meu esposo ou eu olhássemos para o pinheiro. Que choque! Estava morto! Quando saímos, em abril, parecia robusto e saudável – e agora se fora. Outros moradores da região têm certeza de que ele foi atingido por um raio, já que essa ocorrência é freqüente na área. Por estar ele muito perto da cerca, não pudemos examiná-lo em toda a volta para dizer se havia uma rachadura no seu tronco e confirmar nossa suspeita.
A morte inesperada do nosso pinheiro estampou diante de mim de modo vívido a minha própria mortalidade. A morte chega muitas vezes inesperadamente. Aprendi com o pinheiro que isso pode acontecer comigo também.
Cada dia é uma dádiva de Deus. Decidi que todas as manhãs abrirei minha mente e meu coração ao meu Criador, Mantenedor, Redentor e Amigo, saudando o dia com receptividade. Sorverei profundamente as alegrias da vida e contenderei bravamente com as questões que me intrigam ou afligem. Valorizando cada relacionamento, concentrar-me-ei em ser a melhor amiga possível. Que eu também perdoe com facilidade, ria bastante, cante louvores a Deus freqüentemente e compartilhe minhas bênçãos sem egoísmo.
Marian M. Hart