9 de novembro
Colina 1741
Ó Senhor, ensina-me os Teus caminhos! Faze com que eu os conheça bem. Salmo 25:4, NTLH.
Olhando-me no espelho, certa tarde, vi que era hora de aproveitar o cupom de 20% de desconto que minha cabeleireira me havia mandado, convidando-me para uma visita ao seu novo endereço. Eu precisava fazer uma série de apresentações e não podia permitir que meu rebelde cabelo distraísse o auditório.
Verificando o endereço do novo salão, Colina 1741, saí. O trânsito de final de expediente começava a intensificar-se quando entrei na Rua Colina. Quando reduzi a marcha para procurar o número, motoristas impacientes buzinaram atrás de mim. Então segui adiante.
Voltando de novo, procurei o número uma vez mais, sem resultado. Não existia aquele número. Por fim, entrei num escritório.
– Poderia me dizer onde encontro Colina 1741? – perguntei ao cavalheiro por trás da mesa.
– Ah, senhora! – disse ele cortesmente. – A senhora deve estar procurando a Avenida Colina, 1741. Fica a uns três quilômetros nessa direção. Esta aqui é a Rua Colina.
Uma hora depois, com o cabelo caprichosamente penteado, desabei no meu sofá. Entendi que havia cometido um grande erro. Saí sem ter verificado o endereço completo. Não sabia para onde estava indo e havia desperdiçado tempo e energia.
Talvez tenha sido só porque me senti intimidada pela pressão dos motoristas impacientes atrás de mim, ou pela dor nos meus músculos tensos, que finalmente fiz a pergunta vital. Mas fiquei feliz por ter finalmente perguntado. A letra do tão cantado hino de John Newton me veio à mente: "Oh, graça excelsa de Jesus! Perdido, me encontrou! ... Oh, quão preciosa é para mim a hora em que me achou!" E eu nem sequer sabia que estava perdida!
Tornando-se clara a conexão entre aquela experiência e a minha jornada espiritual, caí de joelhos e pedi que Deus sempre me orientasse os passos.
Teria valido a pena aquela expedição? O espelho sugeria que sim. E o meu coração agradecido, muito mais.
Glenda-Mae Greene