13 de setembro
Ouvindo
Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os Seus ouvidos, invocá-Lo-ei enquanto eu viver. Salmo 116:1 e 2.
O dia 11 de setembro de 2001 me deixou arrasada. Perdi meu genro. Só aqueles que perderam alguém numa situação semelhante podem sentir a agonia que experimentei.
Eu precisava falar, contar às pessoas como ele era e que pessoa especial ele foi. A família da minha igreja e meus amigos me ouviam, encorajavam, abraçavam e oravam por mim.
Com o passar do tempo, seu ouvido atento foi-se tornando menos disponível. Eles tinham sua própria vida e problemas, e eu não queria aumentar-lhes o fardo. Mas, graças a Deus! Ele nunca está ocupado demais para ouvir. Noite e dia, momento a momento, eu derramava meu coração perante o Senhor e encontrava consolo. Às vezes, ainda quero contar a alguém como me sinto, mas acho que não darão importância. Graças a Deus, posso contar-Lhe qualquer coisa, e Ele não pensará assim.
Num sábado de manhã, sentia-me muito triste e abatida. Decidi não ir à reunião de oração bem cedo, e resolvi ir só na hora da Escola Sabatina. Uns quinze minutos mais tarde foi como se alguém me empurrasse. Antes de saber o que acontecia, eu estava vestida. Cheguei à igreja em tempo para a reunião de oração e me senti muito melhor. "Hoje de manhã eu estava abatida e não planejei vir à reunião de oração", contei a uma amiga. "Na verdade, voltei para a cama. De repente..."
Ela parecia estar ouvindo, mas no meio da minha frase disse: "Sabe, eu queria lhe dizer..." E começou a me contar algo que não era relevante naquele momento, sem ligação nenhuma com o que eu dizia.
Fiquei muito chateada. Mas graças a Deus, Ele me ouviu. Os cânticos na Escola Sabatina me elevaram o ânimo e me regozijei por ter um Deus amoroso e compreensivo.
Muito obrigada, Senhor, por estares à minha disposição, por me ouvires o louvor, os agradecimentos, as dores e até as queixas. Porque sempre me ouves, eu Te invocarei enquanto viver.
Ena Thorpe