22 de setembro
O Que Faz a Diferença?
Bendito o homem que confia no Senhor... Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro. Jeremias 17:7 e 8.
Sobre as colinas e montanhas ao redor da nossa casa no Sul da Califórnia, milhares de pinheiros estão mortos. As encostas que já foram verdes apresentam-se num tom marrom-avermelhado. A causa? Uma infestação maciça de besouros na casca dos troncos. Essas árvores constituem um sério risco em caso de incêndios.
Durante uma visita à floresta de San Bernardino, um guarda-florestal virou uma parte de uma casca para nos mostrar o dano produzido. Na parte interna da casca, os besouros haviam escavado um labirinto de túneis na camada do crescimento, por onde os capilares levam os nutrientes do solo até a parte superior da árvore. Os besouros se haviam multiplicado e reproduzido, e sua ação cortou a circulação da seiva. Disseram-nos que a situação se agravava por causa da longa estiagem. Se a árvore tivesse recebido água suficiente, teria suportado a agressão dos besouros. Sem água, sobrevinha a morte.
Numa outra visita às montanhas, notamos algo mais. Nem todos os pinheiros estavam mortos. Alguns permaneciam verdes e vibrantes. Notamos que as árvores verdes cresciam em lugares onde o solo parecia conservar mais umidade. Recebiam mais água. Sua raiz principal era mais longa, crescia mais fundo, alcançando o suprimento de água e garantindo a sobrevivência.
Nossa vida espiritual também está sob ataque. O simples fato de viver neste mundo nos expõe aos escaravelhos do pecado. Seus ataques são sutis. Mas a sua depredação corta a alimentação da alma. Nosso crescimento espiritual é tolhido e a árvore se enfraquece.
Por outro lado, uma árvore cuja raiz principal se aprofunde encontra a água da vida. Assim revigorada, ela sobrevive e viceja. Essa árvore é aquele que confia no Senhor e estende as raízes junto a uma corrente de água. Essa pessoa não receia o calor nem a seca e não cessa de produzir fruto (Jer. 17:8).
Senhor, quero cavar fundo Tua Palavra – para sorver a água da vida. Muito obrigada por prometeres fazer de mim uma bela e frutífera árvore!
Nancy Jean Vyhmeister