27 de setembro
O Cuidado Vigilante de Deus
Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm
vocês muito mais valor do que elas? Mateus 6:26, NVI.
Certa manhã de setembro, enquanto tomava o desjejum, percebi uma cintilação vermelha do outro lado da janela do pátio. Um cardeal macho, pousado no braço do balanço da varanda, parecia estar comendo algo e então voou.
Depois ouvi um persistente chilreio que definidamente não era um gorjeio de ave. Com o canto do olho, vi uma bolinha parcamente emplumada junto ao pé da cadeira de balanço. Um filhotinho marrom salpicado havia caído do ninho. Preocupada com a possibilidade de o gato da vizinha decidir-se por uma visita, fiquei junto à janela, querendo saber o que fazer. Sempre tive medo de aves, e assim pegá-lo não era uma opção. Continuei observando a minúscula criatura que se esforçava, dando tudo de si para bater as subdesenvolvidas asas. Logo, ainda chilreando, dirigiu-se até a grama; depois ficou em silêncio quando o cardeal vermelho desceu voando. O bebê abriu a boca e o papai cardeal o alimentou! Voou rapidamente para longe e a pequenina ave começou de novo o seu desajeitado percurso até a cerca, ainda chilreando. De tempos em tempos silenciava, e o papai cardeal descia com outro petisco.
Por fim, o filhotinho alcançou o portão de treliça da cerca e tentou pular sobre ele. Tentava, tentava, caía e começava de novo. Eu o incentivava quando o papai cardeal pousou sobre o topo da cerca. Olhou para baixo, para a avezinha, mas não emitiu som nenhum. A certa altura, o bebê passarinho quase chegou ao topo; então, que pesar! Caiu lá embaixo. Quando o papai cardeal desceu até ele, achei que estivesse machucado, mas logo se afastou voando. O filhotinho continuou saltitando e finalmente passou para o outro lado do portão. Dentro de pouco tempo não o vi mais.
Enquanto acompanhava o desenrolar desse pequeno drama da natureza, pensei: É assim que nosso Pai celeste cuida de mim. Repetidas vezes tropeço e caio, mas meu Pai celeste nunca me abandona.
Muito obrigada, Deus Pai, por Teu amoroso cuidado.
Mary Cerovski Reinhold